quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PSICOLOGIA NA ODONTOPEDIATRIA

Área que trabalha com as fases de desenvolvimento, dentre eles:

  • Desenvolvimento Somático (motricidade, fala)
  • Desenvolvimento Emocional (comportamento, adaptações e personalidade)
O cirurgião-dentista deve estabelecer uma relação de confiança com a criança, direcionando um atendimento prazeroso, rápido e eficaz.

Fases de desenvolvimento humano:

1. FASE ORAL:

Crianças entre 0 a 18 meses de idade;
Fase de explorar o corpo através da boca, dando sensação de segurança e satisfação.
Até o 6° mês de vida existe o que chamamos de simbiose, ou seja, a criança se sente fusionada a mãe (não consegue distinguir limites).
Após o 6° mês: criança já se sente mais "desapegada" da mãe;
Aprende a mastigar e a morder;
Fase em que começa a aceitar melhor a ausência da mãe, gradativamente.

Sucção: É nesta fase que a criança desenvolve este hábito, pois é importante para sua sobrevivência.
Existe também a necessidade fisiológica (deve cessar entre 9 a 12 meses de vida) e a necessidade psicológica (quando a criança está cansada ou insatisfeita, deve cessar no máximo aos 3 anos de idade, caso contrário a criança poderá ter problemas de oclusão e no desenvolvimento da fala).

2. FASE ANAL:

Ocorre entre 18 meses a 3 anos de idade.
A criança é capaz de:

  • Controlar sua bexiga e o intestino (controle do próprio corpo);
  • Começa a ter visão clara do seu "eu".
Nesse estagio é possível ter maturidade para um tratamento e:

  • É capaz de ficar sentada de 10/20 minutos;
  • Fazer duas atividades concomitantemente (sentar e abrir a boca);
  • Compreender explicações simples.
É a fase do Falar-Mostrar-Fazer

3. FASE FÁLICA:

Abrange crianças de 3 a 5 anos de idade.

  • Complexo de Édipo:
Período em que a criança se apaixona pelo adulto do sexo oposto.
Fase em que se desenvolve:

  • Desejo de explorar
  • Curiosidades
  • Fazem regras
Excesso de proibições por parte dos pais nesta fase pode fazer com que a criança se torne passiva no decorrer da vida.
Entendem metáforas e usam a imaginação.

4. FASE DE LATÊNCIA:

Fase escolar, de 5 a 12 anos de idade. A criança deixa de ser o "centro das atenções" e passa a participar de um ambiente social.
São características dessa fase:

  • Desejo de explorar o mundo
  • Comparar-se aos outros
  • Gosto de colecionar e competir
  • Estabelece diálogos abstratos
Fase mais tranquila  para um atendimento odontológico.

5. FASE GENITAL:

Abrange o período da adolescência, de 13 a 19 anos.
O adolescente busca sua própria identidade, seu auto-conhecimento. Se importa com a aparência.

MEDO

No atendimento odontológico, o profissional deve identificar o medo da criança, conhecer a causa e saber diferenciar o medo da timidez por exemplo.

MEDO OBJETIVO DIRETO:
Ocorre devido a experiências anteriores quer foram dolorosas ou desagradáveis durante um atendimento odontológico.

MEDO OBJETIVO INDIRETO:
Experiência desagradável que ocorreu em um ambiente semelhante ao do consultório odontológico (médico, hospital) e há uma correlação com o que se passou.

MEDO SUBJETIVO:
Se dá através de informações passadas por uma outra pessoa. A criança ouve falar de um acontecido (não agradável) e imagina acontecendo com ela.
É o medo mais difícil de ser controlado pois não há uma causa concreta que possa ser identificada e tratada.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ESTOMATOLOGIA - LESÕES FUNDAMENTAIS

MANCHA OU MÁCULA
ex: pigmentação racial, tatuagem por amalgama, vitiligo e etc
  • modifica a coloração normal da mucosa oral
  • não há elevação e depressão tecidual
  • cor, tamanho e forma variado
PLACA
ex: leucoplasia
  • são elevadas em comparação ao tecido normal
  • superfície pode ser rugosa, verrucosa, ondulada e lisa
ULCERAÇÃO 
ex: afta, herpes recorrente, lesões traumáticas
  • lesões de curta duração (consequência de doenças autolimitantes)
ÚLCERA
ex: tumores malignos
  • caráter cronico (semanas ou meses)
VESÍCULA
ex: herpes simples
  • contem liquido no interior
  • não ultrapassam 3mm de diâmetro
  • formada por varias cavidades
BOLHAS
ex: herpes simples
  • formada por uma cavidade (é o que difere da vesicula)
  • contem liquido do seu interior 
PÁPULA
ex: pequenas lesões solidas
  • não ultrapassam 5mm
  • podem ser únicas ou múltiplas
  • superfície lisa, rugosa, ou verrucosa
  • arredondas ou ovais
  • pontiagudas ou achatadas
NÓDULOS
ex:papilomas, fibromas, granulomas piogênicos e etc.
  • lesões solidas
  • localização superficial ou profunda
  • formado por tecido epitelial, conjuntivo ou misto

RESUMOS DO MEU CADERNO

ISOLAMENTO ABSOLUTO

É um único meio de conseguir um campo operatório totalmente livre de umidade. 

VANTAGENS
  • retração e proteção dos tecidos moles
  • melhor acesso e visibilidade
  • proteção adequada para inserção do material
  • auxilia no controle de infecção
  • redução do tempo de trabalho 
PERFURADOR
  • nº1 - incisivos inferiores
  • nº2 - incisivos superiores
  • nº3 - caninos e pré-molares
  • nº4 - molares
  • nº5 - grampo
GRAMPOS
  • 200 a 205: molares
  • 206 a 209: pré molares
  • 210: dentes anteriores
  • W8A e 14A: molares parcialmente erupcionados
  • 26 e 28: molares com pouca retenção
  • 212:Indicado para retração gengival em classe V

NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES

TIPOS DE CAVIDADES

  • PATOLÓGICA: Cavidade causada por destruição dos tecidos duros ao dente "lesão de cárie"
  • TERAPÊUTICA: Remoção do tecido cariado "preparo cavitário"
PREPARO CAVITÁRIO
Objetivo: Remover bactérias/remover tecido cariado, obter formas precisas, impedir fratura do dente e do material restaurador, impedir a instalação de lesão de cárie.

CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES
1- Quanto a finalidade
2- De acordo com o numero de faces que ocorre
3- De acordo com as faces dos dentes envolvidos
4- Classificação de Black

  • QUANTO A FINALIDADE
Cavidade terapêutica
cavidade protética

  • QUANTO AO NUMERO DE FACES QUE OCORRE


Cavidade simples: Atinge apenas uma face 

Cavidade composta: Atinge duas faces

Cavidade complexa: Atinge 3 ou mais faces




  • QUANTO AS FACES DOS DENTES ENVOLVIDOS
Face oclusal: O
Face oclusal e mesial: OM
Face oclusal e distal: OD
Face oclusal distal e mesial: MOD

  • CLASSIFICAÇÃO DE BLACK
ETIOLOGIA: Baseada nas áreas do dente que apresentam suscetibilidade a cárie
- CAVIDADE EM CICATRÍCULAS E FISSURAS (suscetibilidade a cárie): região de sulco
- CAVIDADE EM SUPERFÍCIE LISA (imunidade relativa a cárie): faces proximais e faces livres

CLASSE I
Oclusal de molares e pré molares
CLASSE II
Proximais de molares e pré molares
CLASSE III
Proximais de incisivos e caninos sem comprometer o angulo incisal
CLASSE IV
Proximais de incisivos e caninos com comprometimento do angulo incisal
CLASSE V
Terço cervical ou gengival das faces V e L de todos os dentes 
CLASSE VI
Bordas incisais e pontas de cúspide 

RESUMOS DO MEU CADERNO 

MICROBIOLOGIA - CURVA DE CRESCIMENTO BACTERIANO





FASE LAG: È a fase de adaptação, aumento de tamanho e metabolismo ativo
FASE LOG: Crescimento da população 
FASE ESTACIONARIA: Mudanças ambientais, resíduos tóxicos
FASE DE MORTE CELULAR: Numero de células mortas excede o numero de células vivas




AMALGAMA


Propriedades: Alta condutibilidade térmica e elétrica
GAMA 1: AgHg (Prata e Mercurico) + GAMA 2: SnHg (Estanho e Mecurio)

Ag (Prata)
  • ·         Aumenta o brilho
  • ·         Aumenta resistência
  • ·         Diminui a corrosão

Cu (Cobre)
  • ·         Aumenta a resistência
  • ·         Aumenta dureza
  • ·         Aumenta o tempo de presa
  • ·         Aumenta resistência a corrosão e a pigmentação

Sn (Estanho)
·         Diminui a dureza
·         Aumenta a velocidade de reação e tempo de presa

Zn (Zinco)
  • ·         Produz expansão e corrosão quando em contato com a umidade durante a condensação
  • ·         Função desoxidação (reage com O²) 

Hg (Mercurio)
  • ·         Liquido a temperatura 39ºC
  • ·         Reage com Ag e Sn



ODONTOLOGIA LEGAL



Cronotanatognose  e Alterações cadavéricas
Autolise celular: É autodestruição da célula pelas suas próprias enzimas, autodigestão que se instala logo após a morte. Sob ação catalítica das enzimas, a molécula proteica fragmenta-se
Putrefação cadavérica: Decomposição do cadáver através da ação enzimáticas sobre os constituintes protéticos (ação das bactérias saprofitas)
Livor mortis: Alteração de coloração do cadáver após 2 horas
Rigor mortis: Rigidez cadavérica, após 12 horas começa a exalar odor

Algor mortis: Resfriamento corporal

 Fenômenos transformativos – Putrefação
1 – FASE DE COLORAÇÃO
Manchas de hipóstase – ativa a partir de 8 horas
Mancha verde abdominal
2- FASE GASOSA
Inchaço 3x maior que o tamanho em vida - 1 a 3 semanas
3- FASE COLIQUOTATIVA
Aumento do numero de larvas e de insetos – 1 ano +/-
4- FASE DE ESQUELETIZAÇÃO
- 3º mês

            Queimadura

            1º Grau: Região fica avermelhada
            2º Grau: Cria bolhas
            3º Grau: Ocorre a perca da derme
            4ºGrau: Carbonização dos tecidos



CARIE AGUDA E CARIE CRONICA

TIPOS DE CÁRIE
AGUDA: Cor castanho claro, macia, friável, sensível ao frio, a doce e ácidos, rápida, geralmente expõem polpa
CRONICA: Cor escura, dura, assintomática, lenta, processo intermitente


CPO-D = C: CARIADOS, P: PERDIDOS, O: OBTURADOS, D: Nº DE DENTES
MAXIMO: 32 (DENTES PERMANENTES)
CEOD = C: CARIADOS, E: EXTRAIDOS, O: OBTURADOS, D: Nº DE DENTES
MINIMO: 20 (DENTES DECIDUOS)


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

SIMBOLO DA ODONTOLOGIA


Significado segundo a mitologia:
O emblema da Odontologia faz referência ao caduceu de Esculápio da Mitologia greco-romana. Caduceu, significa bastão ou cajado e Esculápio, era o deus da Medicina e da cura. Esculápio era filho de Apolo, deus do Olimpo, e segundo sua lenda, foi criado por um centauro que vivia no campo. Esculápio por sua vez aprendeu tudo sobre plantas medicinais e virou o curandeiro mais famoso da região. Ou seja, o símbolo da Odontologia homenageia aquele que era o “dentista” da época.
Segundo a lenda, certo dia Esculápio saiu da casa de um “paciente”, sem esperanças de curar aquele homem. No caminho, encontrou uma serpente de cor amarela. Com medo Esculápio matou-a com seu cajado. Logo em seguida, uma segunda serpente idêntica a primeira, apareceu novamente carregando ervas em sua boca. Esculápio pegou as ervas e as usou no paciente, já declarado morto, e no mesmo instante, o homem ressuscitou. Desde aquele dia, a cobra passou a ser seu animal de estimação e ajudá-lo nas curas.
Origem do Símbolo:
Em 1912 a American Medical Association, adotou o ”bastão de Esculápio” como símbolo da medicina. Muito parecido com o símbolo da Odontologia, porém o nosso tem como diferencial um círculo em volta do bastão e da serpente. Esse modelo, foi proposto pelo dentista do Exército, Benjamin Constant Nunes Gonzaga, num artigo publicado em março de 1914, na Revista Odontológica Brasileira (atual Revista da APCD), intitulado “O Emblema Simbólico da Odontologia”.
A ideia de Gonzaga, era que o símbolo fosse inscrito em uma circunferência (Medicina Circunscrita), por entender que a Odontologia correspondia à especialidade médica que cuida da cavidade bucal.



REDATORES

Thaisa Lima
20 anos, estudante de odontologia na universidade Nove de Julho (2014 - 2017)








Wagner de Paula
21 anos, estudante de odontologia na universidade Nove de Julho (2014 - 2017)